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domingo, 16 de dezembro de 2012

Fúria

Longe vão os tempos em que os fãs de Bon Jovi podiam ir para a porta dos estádios ou pavilhões, guardar o lugar para serem os primeiros da fila, ali na grade, para levar com as gotas de suor do Jon, que envelhece como o vinho do Porto, com um pocachinho de botox à mistura, mas que ainda assim, se apresenta bem catita. Hoje em dia, se eu for mesmo muito fã, mas for pobre ou ainda, não ter paciência para encher o cú a gulosos, tenho que me contentar com um bilhete que custa €59, em que o lugar mais perto é já a um terço do parque da Bela Vista ou então de lado, nas colinas, sendo que no final do concerto mais parece que tivemos em cima de uns sapatos de salto alto durante umas horas, tal é a inclinação. Mas faz-se o sacrifício pela banda... Pena que a banda não permita a estes fãs que tenham a oportunidade de os ver bem pertinho, como era antigamente. A não ser que tenham €295 (!!!) ou, um bocadinho mais em conta, €199. 
Gosto muito deles e são uma banda intemporal para mim, mas faz-me muita confusão este tipo de elitismo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O que eu vi

Muito por acaso, assisti desde o início à manifestação em frente à assembleia pela televisão. O que assisti foi a uma polícia impávida à investida de meia dúzia de energúmenos que basicamente destruíram o passeio em frente à escadaria, arremessando as pedras da calçada aos polícias que estavam ao longo da mesma. Pedras da calçada, garrafas de vidro, lixo e até um sinal vertical de trânsito, foram arremessados para os agentes, a que eles continuavam a resistir. Isto aconteceu durante uma hora e meia. Nesse período, foram muitos os manifestantes que tentaram fazer com que não se recorresse à violência, fazendo eles próprios uma barreira entre os polícias e os instigadores, sem sucesso algum. Após alguns alertas da polícia, que se não terminassem a violência e disperssassem teriam que efectuar carga, serem ignorados, a polícia teve que intervir. Foram imagens impressionantes as que se seguiram. Os polícias, levaram tudo à frente, cegos que estavam do massacre a que tinha sido sujeitos, numa atitude de perfeito descontrolo.
Sou a favor das manifestações e da greve, temos que lutar pelos nossos direitos e fazer ouvir a nossa voz e sou absolutamente contra a violência, seja ela de que forma for. Os polícias, antes de o serem, são humanos, por muito difícil que isso possa parecer. Ninguém tem desculpa nestes acontecimentos de ontem e apesar da carga policial ter sido feita às cegas, onde pessoas sem culpa, levaram o que os das pedradas deviam ter levado, não posso deixar de assinalar o profissionalismo e a calma daqueles homens que estiveram a ser atacados violentamente durante hora e meia. Meia dúzia de arruaceiros que deviam ter sido apanhados, mas foram concerteza os primeiros a fugir.

Como diz o Henri Cartoon, num mundo ideal...





segunda-feira, 9 de julho de 2012

Flagelos da sociedade I

Gajas que têm o passe na carteira (e quando digo carteira, é carteira mesmo, não é carteira as in mala...), que tentam desesperadamente passar nos torniquetes do metro e que nos fazem perder tempo à espera que as constantes batidas na máquina façam com que a dita consiga ler o passe através de quilos e quilos de porcaria que têm lá dentro: TIREM A PORCARIA DO PASSE DA CARTEIRA E PASSEM-NOS COMO AS PESSOAS NORMAIS. É tão simples.

Acho que hoje senti um cabelo meu a ficar branco enquanto uma destas estava à minha frente.
Juro.
Fonte: google

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Parvalhona

Realmente há pessoas que vivem muito fora da realidade... Vejam este artigo da Isabel Stilwell:

"Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.
Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida.
Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.
É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.
Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se viraram contra os trabalhadores.
Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua, com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela."

Ora bem, apanhei este texto através do FB, onde um rapaz escreveu uma resposta fabulosa às barbaridades que esta senhora transmite. Nesse seguimento, também quero deixar o meu testemunho: tal como este rapaz, também eu tirei a licenciatura às minhas custas, e não foi pêra doce, sem ajudas dos meus pais, que infelizmente não me podiam pagar o curso; também eu trabalhei e estudei ao mesmo tempo, tendo uma casa para cuidar, sempre com o pensamento no futuro "Isto vai compensar mais tarde, vou arranjar um bom emprego e tudo isto vai valer a pena.". Hoje em dia, já passei por muita porcaria no trabalho, inclusivamente estar a trabalhar sem receber, e agora trabalho num sítio que não tem nada a ver com o meu curso, mas que me dá o ordenado certinho ao fim do mês e é estável. E agora? Procurar trabalho na minha área?! A ganhar ainda menos do que ganho agora e onde me dão contratos de 6 meses e "depois logo se vê?"? Não quero. E também não tenho cunha, so why bother? Tenho medo de arriscar outra vez e acontecer-me o mesmo que me aconteceu, estar a trabalhar sem receber e a continuarem a exigir e depois "adeus até à próxima e qualquer dia pagamos". Com quase 30 anos, ter medo de arriscar? É triste, mas é a realidade em que vivemos actualmente. Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar, já dizia a minha avó. De momento, tenho uma licenciatura que  me vale de valorização pessoal. Se me arrependo de a ter tirado? Não. Tirei-a com muito esforço e sinto-me orgulhosa disso. Tenho pena é de não a poder pôr em prática a 100%. E eu que gostava tanto de escrever para ganhar a vida, de certeza que faria muito melhor figura que esta tia idiota que nem sabe do que está para aqui a falar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor - ódio

Tenho uma relação de amor/ódio com os táxis, como a maioria das pessoas que conduzem devem certamente ter. Detesto a altivez dos taxistas, a mania de parar onde querem e bem lhe apetecem, seja na curva ou no meio da estrada, detesto quando estão coladinhos à nossa traseira, com o fogo no cú e quando passam a mil à hora um sinal vermelho, só porque sim. Não gosto deles.

Mas adoro a comodidade e sei que há sempre um quando preciso!

Excepto.... HOJE.

Estive "só" 30 minutos (até um bocadinho mais, mas não quero ser dramática demais) à espera de um. MEIA HORA ao frio. Passaram uns quantos, já com fregueses e outros sem ninguém, mas que não paravam, facto que me deixa deveras irritada e com vontade de mandar valentes caralhetes com as mãos! Mas o pudor impede-me. Eu sei que devem ter um cliente à espera, mas dá-me cabo do sistema nervoso e também um bocadinho do imunitário. E depois é aquela sensação estúpida de fazer sinal para parar e eles continuarem... Uma pessoa fica com aquele ar estúpido do "ah..... pois..... coiso.". Passados uns vinte minutos, aparecem rivais do outro lado da estrada. "Epah não acredito!" pensei eu, já completamente lixada de estar ao frio e atrasada, estava mesmo a ver aqueles gajos a conseguirem apanhar um táxi em antes de mim! Ai é???? Comecei a descer a rua e fui andando até um sítio mais movimentado e pumba, estava lá um gajo à espera de táxi. Nem quis acreditar. Não havia mais sítio nenhum para onde fugir. Tive que esperar não por um, mas por dois táxis. Lá apareceu o bandalho e ainda por cima o gajo tinha a mania que era esperto, o carro tresandava a tabaco e tinha a Amália FM aos berros... Um bocadinho antes de chegarmos, ainda trauteou uma música do Camané! Mas felizmente era um daqueles taxistas que eu odeio e foi a mil à hora e lá consegui chegar ao meu destino, sã e salva. Juro por tudo que isto me aconteceu hoje entre as 09h30 e as 10h20, horas em que saí de casa e cheguei ao destino, respectivamente. Nada imaginado, tudo verídico...

Odeio o metro. Porque fez greve. Mas adoro o metro hã?...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

I'm a nice person!! And I'm not afraid to be this way (até um dia)...

Sou muito estúpida. Mas é que sou mesmo, não tenham dúvidas. Não aprendo nada. Não gosto de conflitos com ninguém, tento sempre saber a razão pela qual as pessoas reagem de certa forma e que deve haver uma razão para tal, mas acabo sempre ferrada. É assim que as pessoas como eu se tornam fechadas e desconfiadas, é assim que as pessoas com mau fundo nos marcam, às pessoas que só querem o bem dos outros e que o mundo fosse um local onde todos se entendessem e o cinismo e a maldade deixassem de existir. Pessoas estúpidas que só pensam nelas, no seu bem-estar e no que toca aos outros, que se lixem. Fossemos todos assim, havia de ser uma coisa esperta. O que vale é que há muitos estúpidos como eu, que teimam em dizer "está tudo bem...." e ainda bem que assim o é.

Foi só um desabafo.... São estados de espírito. Amanhã já passou.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH

Carta Aberta ao Vulcão coiso (porque o nome é muito estranho e estúpido e não me apetece ir pesquisar agora...):

Ouça.

Eu sexta tenho que ir a Londres. A ver se se deixa de lançar bodegas para o ar porque a minha vida não é isto e não preciso de mais um stress a juntar à lista.  Quero chegar ao aeroporto, embarcar e jantar ao pé de Piccadilly Circus! Diga lá à sua nuvem para ir para o raio que a parta, está a fazer espécie a muita gente. Já agora peça à sua prima ou à sua irmã para que se quiser entrar em erupção, que seja só dia 24, porque assim "comássim" fico retida em Londres. 

Que maçada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

E basicamente é isto:

Basicamente.

Há coisas que enjoam (porque lá diz o povo e é verdade, o que é demais, enjoa) e que cheiram mal, muito mesmo e ter que cheirá-las todos os dias está-se a tornar desesperante, insuportável, angustiante, desmotivante acima de tudo.

Há que tomar medidas drásticas and MOVE ON!.....


(By the way, há uma nova Tag chamada Furious, que se estreia com este post).