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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Medo & Fascínio

Há duas coisas que me metem muito medo, mas que ao mesmo tempo me fascinam e me dão pica. São elas os aviões (ou o acto de andar em) e a trovoada.

Os trovões metem-me um medo terrível, desde que me conheço, fico toda a tremer e toda encolhida até passarem. Não suporto o barulho. Contudo, amo de paixão ver os relâmpagos, são lindíssimos, um verdadeiro espectáculo da natureza, a que temos acesso muitas poucas vezes. Há pouco (ao escrever este texto está um temporal medonho lá fora, depois de um dia de sol bem bom) estava a stressar por causa dos trovões que pareciam que nunca mais acabavam - houve até um que demorou quase uns 30 seg, sem exagero... - mas dei por mim colada à janela para conseguir ver os relâmpagos. Se sou demente? É possível, há uma forte probabilidade. 

Quanto aos aviões, o que dizer? Tudo me fascina nos aviões, o levantar voo, o aterrar, a velocidade cruzeiro, tudo! Quando o avião se começa a fazer à pista, é um misto de emoções dos diabos. Na minha cabeça, quando estou prestes a levantar voo, é isto que acontece: "Ai meu Deus e se isto correr mal?? Ai mas é tão giro, que emoção! Mas e se o piloto não faz bem isto?? Ai que agora já cá estou e não posso fazer nada, mais vale acalmar. Ai aí vamos nós. Ai que isto não está na velocidade certa. Olha ali é a ponte. Ai que isto está a subir muito devagar. Ai que giro, ali há um riozinho... Mas isto está a parar?? Que barulho é este? Deixei de ouvir qualquer coisa....." e continua até o sinal de apertar os cintos se apaga. Aí já fico tranquila q.b., mas sempre de olhos postos em tudo e mais alguma coisa, especialmente nas hospedeiras. Se elas estão tranquilas, é porque está tudo bem (quero eu acreditar...). Um dia em que vir uma hospedeira com cara de caso, tomo um Xanax (boa ideia, andar sempre com um xanaxzinho no bolso, quando andar de avião) e seja o que o outro quiser.

Freak show.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Halloween chegou mais cedo ao meu prédio

O sítio onde vivo é muito calminho. Não há muito trânsito na minha rua, não se ouvem os autocarros, nem mesmo os miúdos da escola de hotelaria que aqui há fazem grande barulho. O barulho mais chato que ouvimos quando temos as janelas abertas, são os gritinhos dos miúdos no parque infantil. Não se pode dizer que seja um barulho infernal. É tudo muito pacífico por aqui. No meu prédio, igualmente. Os vizinhos são todos calmos, nunca ouvimos nada a não ser a malta a subir as escadas. Contudo, ontem, os meus vizinhos do lado deram um verdadeiro espectáculo, triste de se ouvir. Até me custa um pouco colocar em palavras o que ouvimos ontem à noite, incrédulos. Começou com uma porta a bater com toda a violência, que até pensámos que seria no andar de baixo, uma corrente de ar talvez. Logo de seguida ouvimos uma gritaria e logo percebemos que era a mãe a gritar com uma das filhas "Mas quem és tu para me falares assim?? Não falas assim comigo!!!!". A "senhora" gritou em plenos pulmões durante uns 5 longos minutos. Do lado de cá, ouvíamos as duas miúdas a chorar. Nesta fase, com o meu bebé ao colo, só me apetecia chorar de nervos e apertá-lo com toda a força, como se lhe dissesse "Nunca terás que enfrentar uma coisa como aquelas". Era mesmo um cenário negro, estava mesmo aflita pelas crianças. Até que o inimaginável aconteceu: ouvimos uma das miúdas a gritar "Pára mãe, pára!!!!!!!!" e a mulher a continuar aos gritos e de seguida alguma coisa a partir-se no chão. Uma das miúdas, ouço-a no quarto a soluçar (tudo bem que são prédios antigos, mas ouvir uma criança a soluçar compulsivamente do outro lado da parede, é qualquer coisa...) e a outra ouvi-a a correr a chorar em alto e bom som lá para dentro, calculo que para a casa de banho ou cozinha. E assim como começou, acabou. Passado uma hora, o pai chega a casa, mas não aconteceu nada. Calculo que ele nem se tenha apercebido da situação.
Uma pessoa nestas situações, fica sempre sem reacção. Eu pelo menos. Chamo ou não a polícia? Não é normal este tipo de comportamento dos meus vizinhos, mas foi uma cena tão violenta, que sinceramente era o que me apetecia fazer, especialmente quando a criança começa a gritar "Pára!" para a própria mãe. Já tinha ouvido uns gritos da mãe e das miúdas, mas nunca tinha chegado a este ponto. Começo a pensar, que raio de mãe faz isto, por muito que esteja de cabeça perdida?... Como é que estas duas miúdas não ficarão afectadas com este comportamento de alguém a quem chamam Mãe? Não será saudável viver com este tipo de ambiente familiar. Infelizmente, não será a primeira nem a última mãe a fazê-lo. 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pitosga nata

Amanhã é o dia que vou saber se posso ou não fazer a operação a laser aos meus belos olhos, que me ofereceram desde sempre a mais pura das miopias, daquelas mesmo mesmo grandes.... Óculos fundo de garrafa estão a ver? Muitas vezes imagino que se perdesse as duas lentes ao mesmo tempo, por uma incrível coincidência ou rajada de vento mais forte, ficaria precisamente no mesmo sítio até que alguém me fosse buscar. É esta a dimensão da minha pitosguice. Uso lentes de contacto vai para um porradão de anos e sempre sonhei em poder fazer uma operação para me livrar delas, que tanto me cansam a vista. Amanhã vou pela primeira vez a um oftalmologista de jeito (Dr. Luís Gouveia Andradre - alguém conhece?) e vamos lá ver o que ele tem a dizer destes dois magníficos exemplares.

Se tudo correr bem, é por isto que vou ter que passar:


Medo....

quinta-feira, 11 de março de 2010

Tremeliques

Quem me conhece sabe que morro de medo de sismos. Longa história....

Ontem estávamos às compras no Continente do Vasco da Gama e para mim, aconteceu um pequeno sismo. Olhei MUITO séria para a senhora da caixa, ao ponto de a senhora se assustar com a minha cara e pergunto, em pânico: "Isto é normal?????????????". E ela, com o ar mais calmo do mundo "Sim, é normal, até me assustei com a sua cara...". E sorriu. Eu sorri, ainda a morrer do susto e de um pouco de vergonha.... Parece que há um determinado aparelho ou lá o que é, chamado Metro que diz que passa ali por baixo.... Parece que venho das Beiras  valha-me Santo Eucarário (Sem ofensa a toda uma vasta audiência daí proveniente).