sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dentista

Fonte: Google

Estes últimos dias não têm sido nada fáceis. Tudo começou na semana antes da Páscoa, uma dor na gengiva começou a atazanar-me o juízo. Pensei que era mais uma das dores de gengiva, que amanhã passava, mas nunca chegou a passar. Passado o fim-de-semana prolongado da Páscoa e muitos Brufens depois, fui ao dentista. Medo e pânico. Veredicto final: tenho que tirar o siso. Não por o dente estar podre ou qualquer coisa triste do género, mas estava "Incluso", tinha muita gengiva por cima, ou seja, a papinha metia-se ali nos entrefolhos e pronto, sarilho. Esta quarta fui tirá-lo. 4 ou 5 anestesias depois (deixei de contar...), o sr. Dr., por sinal muito simpático e apessoado, uma jóia de uma pessoa, lá me tirou o dente, num abrir e fechar de olhos. "Só isto?" pensei eu, ingénua eu... Depois de me suturar a gengiva com uns 2000 pontos, lá fui eu a falar à Gonorreiras (personagem célebre dos Gato Fedorento), toda feliz e contente porque afinal não tinha sido tão mau! Pessoas más, aquelas que diziam que ia sofrer horrores.... Ora bem, o efeito milagroso da anestesia passou e agora é que são elas.... Algumas dores, bastante atenuadas pelo Clonix e companhia, mas a pior dor de todas é a de não poder comer... EU. Não poder comer. Só posso ingerir líquidos e FRIOS.... O horror. No primeiro dia a fome era tal que comi uma coisa que odeio do fundo do meu coração: maçã assada. Mas meus amigos, uma pessoa com fome, come qualquer coisa para se alimentar e com comprimidos no bucho e sem comida a acompanhar, eu já estava a passar para o outro lado. Sacrifícios.  O que comi desde quarta resume-se a muito iogurte líquido, 3 gelados, a maçã assada que me salvou do badagaio, mousses de limão, sopa fria, puré de batata e um prato de esparregado, o meu jantar de ontem. Se não emagrecer à pala disto, parto a boca a alguém...